Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Rio de Janeiro - Dicas de Saúde

Aprendendo sobre a biópsia

A solicitação de uma biópsia é recebida com dificuldade por muitos pacientes na consulta médica, seja pelo ato cirúrgico em si, ou pela associação a um diagnóstico indesejado. No entanto, a biópsia de pele não está indicada apenas no caso de suspeita de câncer, sendo também um auxílio precioso para o esclarecimento do diagnóstico de diversas condições dermatológicas e um procedimento de indicação frequente.

A falta de informação sobre o procedimento pode colaborar com o medo e a ansiedade que surgem até o resultado do exame. E você, sabe o que é e como se faz uma biópsia?

A biópsia é um procedimento cirúrgico simples, que possibilita o exame microscópico de um pequeno fragmento da pele ou da mucosa (como, por exemplo, os lábios). Há várias técnicas de biópsia, com indicações diversas. Em geral, após a coleta, o fragmento é enviado para um laboratório de patologia ou para uma consultoria diagnóstica.

Em seguida, um médico dermatopatologista irá analisar as características da amostra, como forma, tamanho, consistência e sinais peculiares. Nessa etapa o tecido é cortado em camadas finas para a observação no microscópio. Em geral, esse processamento exige um tempo mínimo de 48 horas para ser realizado da melhor forma.

Para finalizar o exame o dermatopatologista prepara o laudo histopatológico, relacionando as informações observadas com aquelas fornecidas pelo exame clínico e de dados laboratoriais. O estudo histopatológico também permite diferenciar os diferentes tipos de câncer de pele ou mucosa (mais ou menos graves) e informa sobre a adequação ou não da retirada cirúrgica dos mesmos. O médico que solicitou o exame receberá do laboratório todas as informações complementares que possibilitarão um diagnóstico mais preciso e seguro para o paciente.

Artigo enviado pelo Dr. Juan Piñeiro-Maceira (1° de Março de 2007)

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