Micose nas unhas
É comum no verão a procura pelo tratamento das micoses nas unhas, nos consultórios e ambulatórios de Dermatologia, principalmente pelo aspecto inestético que causam. Provocada por diferentes fungos, também é conhecida como onicomicose e pode levar à incapacitação para o trabalho. Existem, atualmente, vários tratamentos disponíveis, contudo, sua cura continua sendo um desafio. Os fungos que mais comumente causam essas micoses são:
1. Candida (a mesma que dá o “sapinho” do recém-nascido e o corrimento vaginal), vive na pele humana e passa a provocar doença quando a pessoa tem algum fator que favoreça seu desenvolvimento como, por exemplo, muita umidade local, obesidade, uso de antibióticos, corticóides, diabetes, AIDS, câncer entre outros;
2. Dermatófitos – fungos que podem viver no solo, nos animais ou nos seres humanos (o mesmo que dá o “pé-de-atleta” ou frieira) sendo o mais comum o Trichophyton rubrum;
3. Outros fungos que vivem na natureza e que eventualmente podem causar onicomicose como Fusarium e Scytalidium. Esses fungos vêm surgindo como agente dessa micose cada vez mais comumente e são mais difíceis de tratar.
A unha pode ter vários aspectos: descola, fica mais espessa, de cor amarelada, acastanhada ou enegrecida, às vezes com inflamação da pele em volta ou até como mancha branca sobre ela.
Outras doenças das unhas podem parecer com a onicomicose, portanto é essencial ir a um dermatologista para fazer o diagnóstico correto, que depende do aspecto da unha e do exame micológico, feito por especialista. Só depois da confirmação do diagnóstico é possível iniciar o tratamento mais adequado. Pedicures e podólogos não estão capacitados para o diagnóstico nem habilitados para tratar, mas podem ajudar o médico. A micose da unha tem um custo social elevado porque exige diversas visitas ao consultório médico, público ou privado, acompanhamento laboratorial e medicamentos caros. Além disso, pode doer muito, incapacitar o indivíduo para o trabalho temporariamente e às vezes necessitar de tratamento cirúrgico. As mulheres que frequentam salões de beleza devem estar atentas ao material utilizado, já que pode ser transmissível. Também é importante proteger os pés com calçados ou meias em locais públicos como academias de ginástica, clubes e piscinas, vestiários públicos. O tratamento inicial é feito com produtos de uso local ou oral e algumas outras medidas de prevenção ou de auxílio terapêutico.
Artigo enviado pela Dra Rosane Orofino
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