Tecnologia no combate ao envelhecimento
Nos últimos anos observamos o rápido avanço da tecnologia em diferentes áreas da medicina, possibilitando diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes. Na dermatologia, o laser e outras fontes de luz vêm sendo usados no tratamento do fotoenvelhecimento, das lesões vasculares e pigmentadas, na correção de cicatrizes, na depilação prolongada e na remoção de tatuagens. Mais recentemente, a terapia fotodinâmica tem se revelado uma boa opção no tratamento de lesões pré-malignas e de alguns tipos de câncer de pele.
O envelhecimento cutâneo depende de fatores intrínsecos (que têm relação direta com a idade) e extrínsecos (decorrentes da ação cumulativa dos raios ultravioleta). Assim, no envelhecimento da pele ocorre uma sobreposição desses processos, que devem ser tratados para que se promova o rejuvenescimento. Entre as opções estão os lasers ablativos, não-ablativos, fracionados, plasma, luz pulsada e radiofreqüência, que embora atuem por diferentes mecanismos, podem ser utilizados isoladamente ou associadamente no tratamento da pele.
A indicação do dermatologista dependerá da necessidade e da rotina de cada paciente. O chamado resurfacing com lasers ablativos (no qual ocorre um comprometimento da camada externa da pele, como CO2 e Erbium) constitui o padrão ouro no tratamento do fotoenvelhecimento. Embora a melhora clínica seja muito significativa, as limitações após a aplicação e os possíveis efeitos colaterais restringem seu uso, sendo contra-indicado em pacientes que não podem se afastar temporariamente de atividades sociais e profissionais ou não se protegem do sol.
Outras tecnologias que apresentam bons resultados, mas que não comprometem a camada externa da pele - e com isso não restringem as atividades do paciente - são os lasers não-ablativos, a luz intensa pulsada e a radiofreqüência. Os lasers fracionados atuam mais profundamente na pele, preservando a epiderme e promovendo resultados comprovados.
É importante ter em mente que, assim como o envelhecimento ocorre gradativamente, para que se consiga um rejuvenescimento natural será necessário um período mais longo de tratamento. O dermatologista inicialmente deverá fazer um detalhado exame da pele, observando não só as questões relacionadas ao envelhecimento, mas principalmente as possíveis lesões que necessitem de cuidado prévio. O sucesso do tratamento depende da indicação correta, do conhecimento da técnica e, fundamentalmente, do entendimento sobre a expectativa do tratamento.
Freqüentemente médicos e pacientes são bombardeados com informações de tecnologias emergentes e a promessa de um rejuvenescimento milagroso. Cabe ao médico bem preparado a opção pela tecnologia mais adequada, buscando o embasamento científico com resultados comprovados. Já o paciente deve se submeter a esses tratamentos somente com a indicação do seu médico, buscando conhecer as indicações, limitações e reações adversas.
Atualmente existe uma grande variedade de aparelhos com aprovação dos órgãos fiscalizadores e de estudos científicos que comprovam a sua eficácia. A tecnologia não é uma moda da dermatologia, mas sim uma tendência que se estabeleceu pelos resultados e pelas perspectivas. Para cuidar da pele, seja clinica ou tecnologicamente, é preciso conhecer suas características e patologias. Por isso, procure sempre um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Artigo enviado pela Dra. Claudia Alcântara (1° de Março de 2007)
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